22.12.10

Guess who's back ???



Clicar aqui para música.

Na tua ausência soube que podia dançar com o mundo inteiro; soube até a que é que sabe se o fizer... mas de tudo o que me lembro é de explicar ao mundo como é que tu o fazes comigo.

Já agora... guess who's not coming back? Pois. Ai os meus emigrantes, os meus emigrantes...
A excepcional fotografia é do André Rato de Esgoto que tem uma YASHICA gémea à minha e é o culpado desta merda toda.

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18.12.10

Luzes no Crepúsculo





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16.12.10

Carlos Pinto Coelho




Ao jornalista Carlos Pinto Coelho devo o livro A Vida de Pi do Yann Martel. Lembro-me perfeitamente da entrevista no Acontece ao escritor que me levou a comprar e devorar o livro. Aconteceu-me numa altura tão importante da minha vida que faz sentido agradecer-lhe (ainda que numa tão feia hora).

Já é o Senhor Natal?




É que aqui a Annie está a adorar receber estas prendas todas antes do tempo. Muito obrigada (devo ter mesmo feito muito bem a alguém).

Da esquerda para a direita:
O Cinema e a Encenação de Jacques Aumont
Os Filmes da Minha Vida (2º volume) de João Bénard da Costa
Teatro I de Harold Pinter
Teatro II de Harold Pinter
Do Cinema de Jorge Luís Borges e Edgardo Cozarinsky

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12.12.10


Passaram-se décadas. Ela cresceu e agora tem 47 anos. É lindíssima. É abismal. Confidenciou-me o que pensava: "circunscrever uma vida ao lado de um abismo não é morrer, mas é a morte e eu estou pronta". Percebi mais tarde que foi este o momento em que ela, justamente, pensava que tudo estava prestes a começar. Sim, a começar. Escreveu-me meses depois. Abri a carta e os músculos cumpriram o seu propósito tentando dissimular o nervosismo do meu corpo. Afinal, primeiro, sentou-se à beira do precipício, tirou os sapatos e deixou-os cair. "Não se ouviu o embate no chão", disse. O abismo segurou-os. "Se te atirares, o abismo cumpre a função", escreveu ela.


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4.12.10

Ser apanhada pelo boss a dançar/curtir/eventualmente-a-fazer-air-guitar sozinha no concerto dos Lower Dens enquanto devia estar a vigiar a porta? É a minha cena!




 música Rosie dos Lower Dens do álbum Twin-Hand Movement

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down, down, down



Não percebo bem a letra da música, ou não quero perceber...há muito "down, down, down" ali no final.

Música Lover's Start dos How to Dress Well, do álbum Love Remains

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2.12.10

Venham, que é tuga





Mais uma ajuda à navegação aveirense. Começa hoje a mostra de cinema português organizada pelo Cineclube de Aveiro. É no querido Teatro Aveirense, como de costume. As sessões começam às 22h com excepção do dia 6 em que o realizador João Botelho vem dar dois dedos de conversa com o público antes do Filme do Desassossego (às 21:30).
Aqui fica a programação:

Dia 3- Sexta-feira:
Desassossego, de Lorenzo Degli'Innocenti
Vicky and Sam, de Nuno Rocha
A Única Vez, de Nuno Amorim
Fantasia Lusitana, de João Canijo


Dia 5- Domingo:
Canção de Amor e Saúde, de João Nicolau
2 Mulheres, de João Mário Grilo



Dia 6- Segunda-feira:
Filme do Desassossego, de João Botelho



O cartaz é da nossa doce Menina Limão
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1.12.10

Quadros, quadrículas, histórias e(m) potência(s)









Aqui estou eu entregue ao desespero da matemática. São demasiadas as geometrias, as linhas, o vertical e o horizontal como a revelação do bem e do mal. No final, já não há certo nem errado. Só há uma infindável lista de ses. Tantos ses, que para além de se reproduzirem no inconsciente subdividido do espectador, estão, ainda, dentro da própria imagem. Janelas, esquadrias, portas, cordas, rectângulos... infinitos rectângulos. Infinitas possibilidades dentro de regras que já sabemos que foram quebradas. E só o sabemos porque o fora de campo é tramado. Porque Mike Nichols é um filho da mãe e nem se dá ao trabalho de nos mostrar o facto. É o seu idioma (atenção, porque eu respeito-o bastante). E ficamos com os ses; tantos, tantos quanto a matemática (leia-se: matemática para quem não a domina) nos pode torturar. Ses perversos mas exactos. Agora; quando se trata de representação pictórica, o poder do desenho é uma arma avassaladora e todos estes quadrados fazem-me pensar, obviamente, em BD. E a coisa complica-se sem que consiga explicar bem (até porque na banda desenhada a história desenha-se dentro de quadrados desenhados, topam?). Mas vou mostrar-vos. Estamos já elevados a que potência? É que eu perdi-me.




(note-se que o peso de Who's Afraid of Virginia Woolf  dura uma noite num filme de 130'. Em Sleepwalk bastam-nos, por agora, 6 rectângulos.)


Fotogramas do filme Who's Afraid of Virginia Woolf de Mike Nichols, 1966
Excerto do livro Sleepwalk: and other Stories de Adrian Tomine

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