27.4.11

IndieLisboa 11

Já me está a dar uma trabalheira, mas das boas.


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24.4.11

Passei a Páscoa com o Manel Augusto, o Magusto, o Cobrejão Estelar

O Magusto é padre. Não voltou a repetir o que me tinha dito daquela vez: "amar com criatividade, Ana."
Falámos da dor.
Cada coisa a seu tempo.

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13.4.11

O Amor em Fuga


O dia foi longo. Houve baús poeirentos, roupa lavada estendida, passeios na praia, corridas no parque, beijos e salada de queijo fresco. Depois banho; e para terminar um grande dia nada me faz respirar mais o sabonete de mel do meu corpo do que um Truffaut no sofá.
Amor em fuga, pela milésima vez, será.

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12.4.11

Let me torture you a little bit...



but, still, with tender love. 

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7.4.11

A imobilidade sempre me fugiu do carreiro



(Nos últimos tempo, não existe imagem que me atormente tanto como esta. Aguentem-se aí.)

Christina's World de Andrew Wyeth, 1948.

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Losing the war


As casas dos soldados-amor vêm marcadas nas listas dos endereços sem fala. Os soldados-amor chegavam a casa, despiam os rectângulos coloridos e calavam-se. Viam crianças a correr e se caíam, não as amparavam. Irritavam-se com os choros dos civis. Sonhavam falar outros idiomas para poderem passar despercebidos. Nunca se sentavam em terra batida e o pó do chão amado, sonhavam comê-lo na ponta das velhas espingardas. Não falam nem para dizer que a guerra é dura, não falam, nem para dizer que desesperam ser amados uma última vez.

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Quero voltar a ter um gato...


Para lhe dar o nome de Fellini.

(esta era a minha/nossa Leloo que passava o dia na minha cama a espalhar magia e pêlo como uma rainha)

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3.4.11

Amar em francês



Comme des enfants de Coeur de Pirate

Agora todos:
Encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
...

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2.4.11

Amar em alemão



Tokyo-Ga de Wim Wenders, 1985. 

Amo Ozu por amar Wim Wenders. Aconteceu assim. Peço desculpa. Talvez Wenders seja mais uma etapa do caminho, mas, e ainda que me falte ouvir coisas de realizadores como a Claire Denis, o Kaurismaki, o Jim Jarmusch, o Hou Hsiao-Hsien ou o nosso Pedro Costa; por agora... só quero amar Ozu em alemão. 
Depois virão as outras etapas, eu conheço-me... do japonês ao português; amá-lo terá todo o  tempo . 

Note-se que embora  Wim Wenders seja alemão, ele narra o filme em inglês, mas não é isso que me interessa.

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1.4.11

Assusta-me, fascina-me, desafia-me.







Holly- Got any whiskey upstairs?
Paul- But you've had enough.
Holly- Go ahead. Get the whiskey. I'll pay you for it.
Paul- Holly, please.
Holly- No, no. You disaprove of me, and I do not accept drinks from gentlemen who disaprove of me. I'll pay you for my own whiskey. Don't you forget it.
Paul- Holly.
Holly- I do not accept drinks from disaproving gentlemen, especially not disaproving gentlemen who are kept by other ladies. So take it. You should be used to taking money from ladies by now.
Paul- If I were you, I'd be more careful with my money. Rusty Trawler is too hard a way of earning it.
Holly- It should take you exactly four seconds to cross from here to that door. I'll give you two.


Fotogramas e diálogo do filme Breakfast at Tiffany's de Blake Edwards, 1961.


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