27.12.11

"O" ano.


Voltar a Portugal, uma desavença académica, o coração partido, o Teatro Aveirense, os milhares de concertos da Orquestra Filarmonia das Beiras, as entrevistas de trabalho desinteressantes, o coração partido (o mesmo descrito anteriormente). As críticas para a Magnética (magazine), o desespero, a tristeza, o Concurso, a Bolsa, o coração partido (o mesmo descrito anteriormente). As tuas mãos-desespero na cabeça, o carro a arrancar, malas, bagagens, São Paulo, Brasil. O outro continente, o coração vazio, o coração partido (o mesmo descrito anteriormente). O trabalho, a felicidade, a MOSTRA, a felicidade. As responsabilidades, o vício do trabalho, o perfeccionismo, a verdade, a clareza, o bilhete de avião para o Atom Egoyan, o  'Habemus Papam' do Moretti, a vitória de um Festival, a morte de um herói, continuar o trabalho do herói: o Festival Internacional de Cinema de São Paulo. Os brasileiros, a amizade eterna, as cervejas geladas, o profissional, o pessoal. As festas, as noites, o Hotel. O japonês. O fim, os relatórios, furar o septo nasal. A Argentina, o Paraguai, traficantes de droga em autocarros, 16 horas no autocarro. Querer perder um amigo para sempre. Realmente querer. Voltar. O futuro. Lá, cá. Malas, bagagens. Vôos imensos. O Natal, os abraços, as prendas. O coração repartido. As dúvidas. São Paulo, Lisboa. O Intercidades, Lisboa.

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18.12.11

Eu que o diga

Miranda Kassin e André Frateschi, Artista é o Caralho.

Eu sou bom de cama,
Sei fazer café, 
E ninguém reclama do meu cafoné.
MAS...
ARTISTA É O CARALHO,
É O CARALHO.

Conheci esta música pela Orquestra Imperial, que canta isto numa versão mais à puta-da-loucura.


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13.12.11

Objectivo Brasil

Sair do Brasil sem um único par de Havaianas.

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11.12.11

E o começo tem vários fins.


Cinema São Jorge, Lisboa.

E agora que estou quase no fim só me apetece pensar no começo: quando as masmorras do Cinema São Jorge eram casa. Quando os projeccionistas diziam com as bobines nas mãos: "Venha Annie. Acabei de o montar e vou projectar o filme agora". Eu largava os meus problemas do cinema português e subia ainda mais as masmorras. Entrava na sala fria e escura e o som inspirava-me a película num feixe de luz. Este foi o começo da minha fascinação pela cabine, pela sala escura, pelo que vem antes. Pelo esforço de colocar aquele filme naquela bobine.
É engraçado... porque isto não foi há muito tempo... E em breve termina mais uma etapa da menina emigrante que, embora muitas vezes tenha que abandonar a sala de cinema  porque há outras e outras coisas relacionadas com Cinema que têm que se resolver com urgência, mas, que ainda assim, espera sempre os 3 primeiros minutos de filme na sala de cinema. A menina que olha a cara do projeccionista. Que lhe agradece sempre a magia de me dar o olhar daquele feixe de luz. 

(A fotografia é minha)
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