9.12.09
Impróprio
Não me digas que tens saudades da minha pele, quando a mancha negra do meu joelho não foste tu que a fizeste.
Fotograma de Azul oscuro casi negro, de Daniel Sánchez Arévalo
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8.12.09
We love math
Fazer o horário para o Som da Primavera (como eu gosto de lhe chamar) é tão complicado como resolver uma equação derivada parcial.
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6.12.09
Doentio (como se quer).
"mas espanco-te certamente até ficares com coágulos nas
perninhas lindas que tens."
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3.12.09
Corta ou não corta
Antes de ir deixo aberta uma votação. E passo a explicar: ando com vontade de cortar o cabelo muito curto. Por isso, estou a reunir opiniões. Até agora o panorama está:
Não- 9 votos
Sim- 3 votos
É curioso que dos inquiridos até agora, o género masculino respondeu sempre negativamente com excepção do Adriano que, curiosamente, adora o À bout de souffle do Godard como eu.
Fotograma de À bout de souffle de Jean Luc Godard
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Um pé de fora
Vou para Valência até Domingo. Diz-se que me prometeram uma paella e música a capella.
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1.12.09
Som da Primavera
Porque não consigo sair daqui e porque consta que já tenho bilhete.
Como o Nuno bem os refere. Pois eu também.
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30.11.09
Ela ri-se, ri-se, ri-se.
Ouve-se o suor das suas mãos a pungir a arma. Ela pressente-o. Foi aí que correu por toda a casa. Os seus pés frios tropeçavam na palidez dos azulejos do chão e não tinham mais caminho para andar. Ela corre, procura-o mas não o encontra.
Ele - Aqui.
Ela desacelera o passo até ao encontro da voz, ela desacelera o coração, ela anula o ritmo cardíaco.
Ela - Eu quero sair.
Ele - Não
Ela corre para a janela. Despe-se de um trago, solta as cortinas, abre as janelas. Dança, dança, dança. Ele corre e impede-a. Arrasta-a até à cadeira, senta-a de golpe. Encosta-lhe a arma à garganta.
Ele - Diz-me, que crime queremos cometer? Diz! Anda…de que é que queremos ser acusados?
Ela ri-se, ri-se, ri-se.
Fotografia de Annete Persson
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29.11.09
Tanta gente viva para um corpo morto
De todo o esplendor da imagem só me resta: tanta gente viva para um corpo morto.
Fotografia de Koen Wessing, 1979
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25.11.09
Luta contra as expectativas
"A arte de narrar tende a acabar porque o lado épico da verdade - a sabedoria- está a morrer. Isto, no entanto, é um processo que vem de longe. E não teria sentido querer ver nele uma mera "manifestação de decadência" ou, ainda menos, de "modernidade". É, pelo contrário e apenas, uma consequência das seculares e históricas forças produtivas, que foram afastando gradual e completamente a narrativa do âmbito do discurso vivo e que conferem, simultâneamente, uma nova beleza àquilo que está em vias de desaparecimento."
Walter Benjamin, O Narrador
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