27.1.11

Loucura, cura. Mortal. Sagrada, agrada. Mortal. Atadura, dura. Mortal.





E nada mais tenho a dizer.
(ponto final).

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25.1.11

Have one on you




Joanna Newsom- You and Me, Bess

Agradeço o dia de hoje, inteiramente, ao Pedro.  

A Joanna Newsom no Teatro Aveirense, hoje, finalmente, às 22h.



A fotografia de Mary Robinson.

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23.1.11

Always look at the bright side of life

Depois de ter ido votar e de ter permitido que a minha irmã me cortasse o cabelo, vejo agora que a coisa mais útil e acertada que fiz hoje foi o sudoku do Expresso.

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Do corte. E do recorte

Ainda sobre isto, adorei isto!

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19.1.11

You're inocent when you dream




S. Carey- Mothers

Eu sonho com coisas estranhas; é verdade. Uma das minhas últimas aventuras foi ter sonhado com este senhor da fotografia: o senhor S. Carey; nome que desconhecia até hoje...quer dizer, ele também não se apresentou no sonho... ninguém faz isso nos sonhos dos outros, não é? deve ser falta de educação, digo eu... não sei... 
Mas adiante; basicamente este senhor, que sempre foi passando mais ou menos despercebido, fazia-me as delícias cada vez que abria a boca (comprovar solos aquiaqui) e no sonho ele dizia-me o seguinte (e em português): " vai ouvir os meus álbuns porque já toda a gente está a fazer boas críticas para o meu trabalho de 2011." Foi só isto o sonho (nem beijinhos nem nada...que era o que vocês estavam à espera, não era?).
Então hoje fui procurar o trabalho dele e... nem é mau. Fiquei a achar que ele foi um gabarolas no meu sonho; mas só por se ter dado ao trabalho de aparecer, dedico-lhe um post inteirinho. 

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17.1.11

kiss kiss, bang bang




Depois de kiss kiss já não respondo bang bang. Estou a guardar balas. 

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16.1.11

How to ask






Lisboa é uma menina de saias curtas e maus caminhos.


(Nota: Faço-lhe este post porque tenho a fotografia perfeita da Joana Colomar)


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Trenes VS Autobuses






Peco por nunca me saber explicar, mas... o que te queria dizer no outro dia é que existe uma coisa maravilhosa nas viagens de Comboio: os estendais. Os estendais repletos de pano esticado pelos colarinhos. Todas as roupas e a suas cores tendenciosas às manchas verdes das paisagem. As roupas e as suas possibilidades, entendes? As histórias dos estendais.

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12.1.11

Sergei Loznitsa

Oh malta das Lisboas.
Se até a Annie vai estar por ali... onde é que vocês se vão enfiar?

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11.1.11

Then let me go







Foi, sem querer, para o bem.


Fotogramas do filme Driving Lessons de Jeremy Brock, 2006
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6.1.11

Eva Rubinstein



Se me disseres o teu nome eu vou morrer.


Fotografia de Eva Rubinstein

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4.1.11

Annie a jogar Time's Up







Sóbria:
Personalidade a adivinhar: Harrinson Ford.
Pistas dadas por mim: Aquele senhor muito amigo da Agnès Varda quando ela viveu em Los Angeles
Respostas obtidas: Han????!!
Pistas que podia ter dado para que toda a gente tivesse lá chegado: Actor do Indiana Jones.


Personalidade a adivinhar: Madame Bovary.
Pistas dadas por mim: Aquele romance... A Leonor Silveira era a  protagonista do Manoel de Oliveira quando ele se baseou num outro romance da Agustina Bessa Luís...
Respostas obtidas: Han????!!
Pistas que podia ter dado para que toda a gente tivesse lá chegado: Gustave Flaubert (yaaa, sou uma destrambelhada).



Bêbeda:
Personalidade a adivinhar: Uma Thurman.
Pistas dadas por mim: Aquela actriz muito parecida comigo (a bebedeira aumenta-me o ego, é verdade).
Respostas obtidas aos gritos: Uma Thurman (e eu: han????!!).
Pistas que podia ter dado para que toda a gente tivesse lá chegado: Aquela actriz muito parecida comigo (ahaha).

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3.1.11

TULPAN de Sergey Dvortsevoy em crítica na Magnética Magazine





Agora com um bocadinho mais de seriedade, essa tal de Ana Rocha escreveu sobre o filme Tulpan para os Magnéticos. Na revista apenas aparece a sinopse do texto, mas podem ler a crítica completa do filme no portal da Magnética Magazine (o portal está abaixo da revista). Ora clica aqui, meu amor.

Opiniões e ajudas à navegação são bem-vindas. Já agora, vejam o filme que é maravilhoso.

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Conversa imaginada na estação de comboios (réplica nº1)




Pela primeira vez, algo que nos trespassa; que nos atravessa pelos braços o fluxo do peito preso aos carris.




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Conversa imaginada na estação de comboios





A- Eu estive aqui à espera do teu comboio e sinto, exactamente agora, que não estou a dignificar o Cinema. Tu sabes que eu amo o Cinema. Tu sabes, não sabes?

M- Sei.

A- Os Lumière filmaram a chegada de um comboio à estação. Foi das primeiras projecções a serem mostradas. As pessoas estavam a ver o filme e tiveram medo. Pensavam que o comboio ia sair da imagem e iria contra elas. Deve ter sido maravilhoso; imaginas? Assistir a isto pela primeira vez? Numa máquina que filmava e projectava num momento único de verdade. Nada era tocado... era tudo verdade. Numa máquina que ainda não tinha nenhuma credibilidade. Mas era tudo verdade. Entendes? E eu estive à tua espera. Não sei se dignifiquei o Cinema. Não sei...

M- Vamos.

A- Sim! Vamos.


L' Arrivée d'un train à La Ciotat, irmãos Lumière, 1895. Tenho grandes dúvidas em relação à origem da música do vídeo. Portanto, esqueçam a música. 

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2.1.11

2011 ou And it beats me, but I do not know


Ser mais inteligente do que o simples acto de corromper as palavras de Claude Lévi-Strauss aplicando-as à minha vida é não citar isto,  por exemplo:

" Nada mais errado, portanto, do que convencê-los de que estão comprometidos; mesmo quando julgam estarem-no, o seu compromisso não consiste em aceitar um certo número de dados identificando-se com uma das funções, assumindo as suas responsabilidades e os seus riscos pessoais; antes o julgam de fora como se não lhe dissessem directamente respeito; o seu compromisso continua a ser uma forma particular de continuarem descomprometidos".

Excerto do livro "Tristes Trópicos"  de Claude Lévi-Strauss, capVI- 'Como me tornei etnógrafo'


Mas eu ainda não sei. Mas eu ainda não sei. Mas eu ainda não sei. 

(Caso não tenhas entendido, este é o meu compromisso para o ano. Comprometidamente.)

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De burro para cavalo ou Como a Annie se transforma num burro a olhar para um palácio




O antes e o depois.
Olha; foi o Senhor Natal que me fez assim.

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22.12.10

Guess who's back ???



Clicar aqui para música.

Na tua ausência soube que podia dançar com o mundo inteiro; soube até a que é que sabe se o fizer... mas de tudo o que me lembro é de explicar ao mundo como é que tu o fazes comigo.

Já agora... guess who's not coming back? Pois. Ai os meus emigrantes, os meus emigrantes...
A excepcional fotografia é do André Rato de Esgoto que tem uma YASHICA gémea à minha e é o culpado desta merda toda.

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18.12.10

Luzes no Crepúsculo





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16.12.10

Carlos Pinto Coelho




Ao jornalista Carlos Pinto Coelho devo o livro A Vida de Pi do Yann Martel. Lembro-me perfeitamente da entrevista no Acontece ao escritor que me levou a comprar e devorar o livro. Aconteceu-me numa altura tão importante da minha vida que faz sentido agradecer-lhe (ainda que numa tão feia hora).

Já é o Senhor Natal?




É que aqui a Annie está a adorar receber estas prendas todas antes do tempo. Muito obrigada (devo ter mesmo feito muito bem a alguém).

Da esquerda para a direita:
O Cinema e a Encenação de Jacques Aumont
Os Filmes da Minha Vida (2º volume) de João Bénard da Costa
Teatro I de Harold Pinter
Teatro II de Harold Pinter
Do Cinema de Jorge Luís Borges e Edgardo Cozarinsky

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12.12.10


Passaram-se décadas. Ela cresceu e agora tem 47 anos. É lindíssima. É abismal. Confidenciou-me o que pensava: "circunscrever uma vida ao lado de um abismo não é morrer, mas é a morte e eu estou pronta". Percebi mais tarde que foi este o momento em que ela, justamente, pensava que tudo estava prestes a começar. Sim, a começar. Escreveu-me meses depois. Abri a carta e os músculos cumpriram o seu propósito tentando dissimular o nervosismo do meu corpo. Afinal, primeiro, sentou-se à beira do precipício, tirou os sapatos e deixou-os cair. "Não se ouviu o embate no chão", disse. O abismo segurou-os. "Se te atirares, o abismo cumpre a função", escreveu ela.


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4.12.10

Ser apanhada pelo boss a dançar/curtir/eventualmente-a-fazer-air-guitar sozinha no concerto dos Lower Dens enquanto devia estar a vigiar a porta? É a minha cena!




 música Rosie dos Lower Dens do álbum Twin-Hand Movement

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down, down, down



Não percebo bem a letra da música, ou não quero perceber...há muito "down, down, down" ali no final.

Música Lover's Start dos How to Dress Well, do álbum Love Remains

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2.12.10

Venham, que é tuga





Mais uma ajuda à navegação aveirense. Começa hoje a mostra de cinema português organizada pelo Cineclube de Aveiro. É no querido Teatro Aveirense, como de costume. As sessões começam às 22h com excepção do dia 6 em que o realizador João Botelho vem dar dois dedos de conversa com o público antes do Filme do Desassossego (às 21:30).
Aqui fica a programação:

Dia 3- Sexta-feira:
Desassossego, de Lorenzo Degli'Innocenti
Vicky and Sam, de Nuno Rocha
A Única Vez, de Nuno Amorim
Fantasia Lusitana, de João Canijo


Dia 5- Domingo:
Canção de Amor e Saúde, de João Nicolau
2 Mulheres, de João Mário Grilo



Dia 6- Segunda-feira:
Filme do Desassossego, de João Botelho



O cartaz é da nossa doce Menina Limão
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1.12.10

Quadros, quadrículas, histórias e(m) potência(s)









Aqui estou eu entregue ao desespero da matemática. São demasiadas as geometrias, as linhas, o vertical e o horizontal como a revelação do bem e do mal. No final, já não há certo nem errado. Só há uma infindável lista de ses. Tantos ses, que para além de se reproduzirem no inconsciente subdividido do espectador, estão, ainda, dentro da própria imagem. Janelas, esquadrias, portas, cordas, rectângulos... infinitos rectângulos. Infinitas possibilidades dentro de regras que já sabemos que foram quebradas. E só o sabemos porque o fora de campo é tramado. Porque Mike Nichols é um filho da mãe e nem se dá ao trabalho de nos mostrar o facto. É o seu idioma (atenção, porque eu respeito-o bastante). E ficamos com os ses; tantos, tantos quanto a matemática (leia-se: matemática para quem não a domina) nos pode torturar. Ses perversos mas exactos. Agora; quando se trata de representação pictórica, o poder do desenho é uma arma avassaladora e todos estes quadrados fazem-me pensar, obviamente, em BD. E a coisa complica-se sem que consiga explicar bem (até porque na banda desenhada a história desenha-se dentro de quadrados desenhados, topam?). Mas vou mostrar-vos. Estamos já elevados a que potência? É que eu perdi-me.




(note-se que o peso de Who's Afraid of Virginia Woolf  dura uma noite num filme de 130'. Em Sleepwalk bastam-nos, por agora, 6 rectângulos.)


Fotogramas do filme Who's Afraid of Virginia Woolf de Mike Nichols, 1966
Excerto do livro Sleepwalk: and other Stories de Adrian Tomine

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29.11.10

Este blog fez um ano e eu esqueci-me.



Façam-lhe uma festa surpresa para compensar.


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Dizer de boca (réplica nº2)


Tenho uma amiga que é farmacêutica e trabalha numa aldeola. Perguntou-me, muito séria, se eu alguma vez tinha tido a necessidade de aplicar a expressão "boca do corpo". Disse-lhe que não. Ela fez uma cara desiludida e disse-me que a malta do cinema não entende nada e nem sequer está sensibilizada para a complexidade linguística das utentes de Portugal.
Concordei com ela. 

(Viva o Canesten Vaginal, a arminhar a poesia farmacêutica desde não-sei-quando)

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Dizer de boca (réplica nº1)


estende a tua mão contra a minha boca e respira,
e sente como respiro contra ela,
e sem que eu nada diga,
sente trémula, tocada coluna de ar
a sorvo e sopro,
ó
táctil, ininterrupta,
e a tua mão sinta contra mim
quanto aumenta o mundo.

Humberto Helder no Ofício Cantante.


(btw, o Ofício Cantante foi o livro que mais vezes embrulhei contrariada porque nunca nenhum era para mim. Achava que nenhum dos clientes da livraria onde trabalhei o merecia... bem, pelo menos enquanto eu não tivesse um para mim... que ainda não tenho, caso algum familiar esteja a ler este post. Oh, jingle bells, jingle bells. Jingle all the way... la la la).


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