6.8.11

As coisas maravilhosas conquistam-se até ao final



Lia Ices- Daphne

E eu gosto que ele apareça lá. Nem sendo bem ele, muito de levezinho, está lá e dá-lhe a mão. A dizer-lhe que a cumplicidade existiu, existirá; a dizer-lhe que terá toda a paciência do mundo e que a verá a transformar-se. Que será maravilhoso. Que ela não tenha medo.


(...)
And in the end it's the difference of the spirit and the matter
It's the difference of the lover and the flyer
Don't it make you want to cry?
It is nothing less, nothing less between the worldly and the want so,
all this breathing and the truth in your last breath,
don't it make you want to cry?

So flyinf, flying, and the way like a leaf grown, flying, cos the truth is in the soul we grow, flying, if flying, flying, and they wear you like leaf crown, flying, cos your truth is in the soul we grow. Flying.


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3.8.11

31.7.11

What's the matter? You hurt yourself?


Enganem-se os corpos que voam sem saber porque partem. Enganem-se os corpos manchados que confiam na sorte da morte. Enganem-se se haverá paz numa morte temporária.
A tua paz da minha paz, nem pelos teus cortes enterrados te mente.

Fotografia de Katherine Squier

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28.7.11

Questionários, livros e afins.




O querido Pedro desafiou-me para responder a um questionário sobre livros, frases, êxtases literários e outras quantas coisas relacionadas com livros. Eu, infelizmente, admito alguma preguiça em responder, ainda para mais nesta altura de andanças intercontinentais que colocam a minha estante bastante longe. De todas as formas, e achando que o mais interessante é captar alguma essência daquilo que a literatura nos deixa marcado na pele, quero partilhar-vos um acontecimento inesperado que tive o ano passado ao ler "As Vinhas da Ira" do John Steinbeck. Pela primeira vez ao ler um livro, tive plena noção de ler um capítulo (o XIV) e achar que, até à data, nunca tinha lido nada tão maravilhoso. Eu não me deixo iludir; não se enganem... e ainda assim, proponho-vos um exercício de deleite. Disponibilizo o capítulo inteiro (sim, tive que o dissecar) para quem o quiser ler na íntegra. Basta mandar um mail (bolbotenue@gmail.com). Não se preocupem os envergonhados que não faço perguntas, nem peço justificações. Posso é ganhar cúmplices, e isso, é sempre bom.

"As causas escondiam-se bem no fundo e eram simples - as causas eram a fome, a barriga vazia, multiplicada milhões de vezes, fome na alma, fome de um pouco de prazer e de um pouco de tranquilidade, multiplicada milhões de vezes; músculos e cérebros que ansiavam por crescer, trabalhar, criar, multiplicados milhões de vezes. A última função clara e definida do homem – músculos que querem trabalhar, cérebros que querem criar para além das simples necessidades – isto é o homem. Construir um muro, construir uma casa, um dique, e pôr nesse muro, nessa casa, nesse dique algo do próprio homem, é retirar para o homem algo desse muro, dessa casa, desse dique. Obter músculos fortes à força de os mover, obter linhas e formas elegantes pela concepção. Porque o homem, ao contrário de qualquer coisa orgânica ou inorgânica do universo, cresce para além do seu trabalho, galga os degraus das suas próprias ideias, emerge acima das próprias realizações."

 Excerto de As Vinhas da Ira de John Steinbeck.


A fotografia é conhecida e repetida aqui no blog. Mas como é minha e são os meus livros, acuso-me satisfeita com a reincidência. 
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26.7.11

Agora vivo em São Paulo.

Para grandes males, grandes remédios.

(devia actualizar as cores do meu template para uma versão mais tropical, não?)

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As pessoas perdem-se. Não quero dizer umas das outras, mas umas às outras... que, no fundo, é muito pior.





Costas com costas. Braços-desespero na cabeça.
Perdermo-nos, unidos, juntos.


Fotograma do filme Elegy de Isabel Coixet, 2008.

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22.7.11

Hoje andei com a palavra 'foder' debaixo da língua



E prometo-vos falar-vos de 'foder',  do filme Angèle et Tony aqui no blog. Porque a revista onde escrevo não me permite alguns devaneios... o que até se entende nas instituições com sérias responsabilidades linguístico-jornalísticas (termo, suponho, inventado agora mesmo e cujas autoridades da linguística não aprovarão... but who cares about them, anyway?). 
Aqui no blog mando eu e é o regabofe! 


Fotograma do filme Angèle et Tony de Alix Delaporte, 2010.
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17.7.11

Eu achava, eu achava que...sei lá!




Primeiro apanhei-os numa desculpa esfarrapada porque falavam nas minhas costas e aí obtive a primeira resposta: "São os teus olhos. Estávamos a dizer que deves andar cansada..."; respondi-lhes que não. Depois foi ela, directamente: "Estás triste?". Fiquei chateada. Decidi então que tinha que perguntar-lhe a Ela. Disse-me de tiro: "Desculpa lá Annie, mas só tu é que ainda não percebeste que andas triste há semanas a fio, foda-se!"

Fotografia de Eve Arnold.
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12.7.11

Livros de cabeceira

Isto, gostava de ter sido eu a começar.
Mas o homem sabe demasiado, pá!

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10.7.11

Lê-me.

Eu queria um poema perfeito
com o teu nome,
o meu,
e a nossa miséria.

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9.7.11

Deixem-me contar-vos como foi... (réplica nº1)




Escrevi um bocadinho sobre o Masculino Feminino na Magnética Magazine deste mês. Para quem quiser meter um olho e admirar-me ao lado do Godard (eu tipo Emplastro ao lado do Godard, entenda-se).

(Para acederem ao texto na íntegra, basta irem ao final da página da Magnética e clicarem no menu 'Cinema'. O texto está lá à vossa espera.)

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8.7.11

Deixem-me contar-vos como foi...





Amor, amor,
no coração do homem, solidão. 
E o teu rosto fica espantado ao ver o meu corpo nu de mulher.
O meu amor está no mar, nos sonhos.
E eis-nos diante da morte.



SONO QUE POR VEZES FECHA OS OLHOS À DOR, LIBERTA-ME POR INSTANTES DE MIM





Tudo se passa na terra, a mais atroz das estrelas...
E entre os homens, mais cruéis que as pedras.


Fotogramas do filme Masculino, Feminino de Jean-Luc Godard, 1966.
(Existem filmes em que se chora pelos outros. Há outros, em que se chora por nós.)
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4.7.11

Sem graça

Convidei um para vir comigo ao cinema de tarde. O outro pediu-me para eu viver com ele...

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28.6.11

Das perdas... omissões, acusações e crimes. Das perdas. (réplica nº2) ou Dar a devida importância (réplica nº1).





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Das perdas... omissões, acusações e crimes. Das perdas. (réplica nº1) ou Dar a devida importância.



"O que é o amor, o medo, o desprezo, o perigo, a ventura, o desespero, a amargura, a vitória? Qual a importância disso quando olhamos as estrelas?"

Jean-Luc Godard

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Das perdas... omissões, acusações e crimes. Das perdas.




Green shadow, water weight all o-all over me
The end will shelter me away from me 
Can we meet again, meet and meet and meet and meet again
Can ya fill the can if ya can’t fill me?

Who ya following?
Who ya starting to move like?
Who ya falling for, who ya falling for?
Whose lies?
Who ya following, who ya falling for?
This sound’s on your side

Secret blue purple pink and green right over it
Hold on cuz the coldest hasn’t thawed yet
Well if we meet again, meet and meet and meet and meet again
Can ya catch the can if you can’t fill it?

How will you want something to hit with 
Spinning again and again and again and again 
What's your crime 
What's your crime 
Well how will you want 
How does she sit 
What's spinning again and again and again and again 
What's your crime 
What's your, what's your, what's your, what's your 
What's your crime, crime, crime 
What's your, what's your, what's your, what's your 
What's your crime

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26.6.11

Preferir



No portal das finanças oferecem-me um leque de questões de segurança caso perca a minha password que eu, honestamente, não sei nem consigo responder. Oh, porque é que é tudo tão complicado? *Oh, Drama*

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19.6.11

Diz que vai embora como quem fica para sempre

Adrian Belew- 1967

Talvez seja a cara do apresentador logo no início que me faça sentir infantil. Rio de soslaio.
Tudo o resto faz-me sentir madura.

Last night
I took a walk into the back of my mind
Throu the trash and the warnings signs
There was a party full of jokes and clich's
I couldn't think of anything to say
And so I slipped into the men's room there
I saw my hair a way it's never been before

I took the stairs from my head to my heart
I didn't know they were so far apart
The heart is like a little chapel somewhere,
The pretty lights and the empty chairs
But I'm gonna bring a broom next time
I'll sweep out all the broken strings I find

She walks me down to my private train
And lays me down in my sleeping car
She keeps my elephant out of the rain
And sees to the care of my vintage cars
She is the blood of my life
Without her I wouls starve

Who you gonna run to?
Who you gonna hide behind?
Who you gonna turn to
When there's nobody home but you?

What's a father to do
With all these school-less injuns
Running in circles around the wagons
What's a father to do
With all these monster debts
Around my neck
On a sad sun deck
Oh, my children, the times are jaded
The simple life is complicated
Oh, my children

Now if the dark of the night
Arrives in the middle of the day
I'm gonna say my prayer
For sweetness and light,
Gonna fix myself a coke,
And hope it's alright

If the bat-winged beast sweep down
For a feast on me
I'm gonna pin my soul
To a hot-air ballon
Gonna make it pop
And shoot me to the moon

Now you've had a piece of my mind,
A cup of coffee and a slice of time
If you'll excuse me I should say goodbye
I gotta go now.


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17.6.11

Quero-te em cima, ao lado.

Antecipa-te, organiza-te, dá-me tempo de chegar antes que partas.

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Hairnet Paradise


Cocorosie- Hairnet Paradise

Fotografia minha.


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14.6.11

Erro de paralaxe (réplica nº2)

A- Tu és o meu erro de paralaxe.
J- Eu não quero ser eu o teu erro de paralaxe. Eu queria que ele fosse o teu erro de paralaxe.
A- Eu sei.

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Erro de paralaxe


Cine-Santos

Encontrei o João Botelho em pleno cenário de Santos.
O álcool fez-me falar: - João Botelho! Grande realizador português!
Ele riu-se imenso e olhou-me com surpresa. Aproveitou a situação para se rir com uma série de "meninas" que tentava guiar de um modo ébrio pela Bica.
Voltei-me para os meus amigos. Estavam estupefactos. Perante as suas caras tive que me explicar:
- Já não posso mentir? É? Aiiii!!

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9.6.11

No quarto da Vanda




Às vezes não interessa o lugar. Começamos com um artigo de um realizador japonês. Vocês sabem... o Nobuhiro Suwa. Primeiro lemos em inglês, criticamos a intenção da tradução. Esclarecemo-nos em português, alemão e voltamos ao inglês. Discutimos a prática. Eu sou a primeira a trazer os factos à luz da técnica. Faço desenhos esquemáticos com câmaras e possíveis ângulos de enquadramento de determinados planos. Falo-lhe das relações que se estabelecem com a luz e com o que está fora de campo. Daqui saltamos para uma nova fase. Falamos das setas que eu desenhei: da direcção bilateral. Das combinações possíveis entre as variáveis. São actores profissionais, não são actores profissionais. O nome dela é Vanda. Cospe para a cama. A imagem vista pelo espectador na sala de cinema é ela. Aspiramos ser precisas com as palavras. Discutimos as palavras exactas que devemos usar. Exploramos outros caminhos. Lembramo-nos de quadros, esculturas, peças de teatro. Só depois vem a literatura. Carambas, sabemos tão pouco aqui... Isso, sabemos nós bem! Não nos preocupamos. Deixamos a teoria... a sociologia, a psicologia, a filosofia. Escolhemos a antropologia. Pensamo-nos. Libertamo-nos do artigo. Estivemos demasiado tempo nisto: "Pedro [Costa] has not taken advantage of reality to fabricate a pseudo-real world; nor has he attempted to preserv some intact fragments of real life. Vanda signifies both Vanda and Pedro, images crystallized through the interaction with the spectator's gaze. She is a representation of new gazes that contemplate how people can live together...Vanda is now. She is here just now...". Rimo-nos muito, claro. Depois calamo-nos por alguns minutos. Há demasiadas coisas a pairar. As pontas dão nós. Não são os mesmo nós, mas são-nos comuns. Precisamo-nos na teoria. Somos na prática. Também aqui e agora. Somos. Sem mais nada. Com falhas imensas, honestamente. Só para isto é que a teoria nos serve. Negamos o fetichismo teórico, inventamo-nos. Estamos felizes. Vemos outra vez o filme português. Dormimos. Fico doente; ela cuida de mim em alemão.

Fotograma do filme No Quarto da Vanda de Pedro Costa, 2000
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5.6.11

Votem no Cineclube de Aveiro


Granda programação nossa.
Granda cartaz dela.
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27.5.11

Poderes



Desde as 7 da manhã do dia de hoje e num curto espaço de tempo, começaram a chegar vídeos e fotografias do que está a acontecer na Plaça Catalunya em Barcelona. Vídeos como o que publico aqui em cima  emergem em questão de minutos na Internet. Não posso deixar de admitir a minha perplexidade perante a actuação dos Mossos d'Esquadra que continuam a bater em pessoas que simplesmente levantam as mãos em sinal de não resistência e pacifismo. É uma verdadeira injustiça e um insulto à liberdade individual constitucional. Por outro lado não posso descansar pelo número de pessoas que conheço e estimo e que estão, neste momento, nas ruas de Barcelona numa tentativa de resistência ideológica.
O que supostamente está por detrás da actuação humilhante da polícia é a pretensão de fazer uma "operação de limpeza" nesta praça onde estão acampadas, há semanas, centenas de pessoas. O objectivo seria garantir a salubridade do espaço público para uma hipotética celebração festiva relativa à vitória do Barça na Champions League amanhã... 
BULLSHIT!!
Não consigo controlar a minha indignação perante todo o cenário que se montou. Questiono-me sobre o que podem pedir estas pessoas; senão vejamos que Espanha já vive numa democracia e isto eleva-nos a um problema mais grave. O que se despreza? A democracia? O que lhe sucede? Como chegámos ao ponto em que a democracia é corrupta, violenta, desmedida, pobre, manipuladora e insuficiente? 
Outra questão prende-se com o alegado motivo que justifica a "limpeza": o futebol! Ainda há pouco, neste blog, afirmei que pouco percebo sobre o assunto. Mas deixem-me dizer que o futebol, e ainda por cima uma  Champions League, é a cara de um capitalismo podre que vivemos hoje em dia. Milhares de Euros que se pagam e circulam sobre uma minoria de pessoas que muito (ou pouco) se esforçam por viver à custa de jogadores que passam 90 minutos a correr dentro de um campo verde (e não estou a falar apenas do jogo em si: falo dos empreendimentos em infraestruturas desnecessárias- que Portugal tão bem conhece-, negócios milionários pelo pé esquerdo de não-sei-quem, apostas, etc.). Acho macabro.
Sem que a força seja recurso, o que observamos são centenas de pessoas que gestualmente (mãos no ar) se rendem à violência das autoridades e ainda assim são espancadas. Não têm armas. Não? Sim, têm! Câmaras fotográficas, câmaras de filmar, telefones, internet! Nas linhas da frente estão dezenas de pessoas que capturam o momento. Vão deliberadamente para o centro dos acontecimentos com o intuito de 'mostrar', 'dar a conhecer', 'gravar'. No fundo, uma forma de romperem o silêncio que esta democracia nos impõe e que nos vem sustendo a respiração há tanto tempo. 
A imagem ganha O poder. O poder! Mas apenas quando a imagem é bem vinculada. Quando circula livremente, quando as televisões a mostram e publicam (estive toda a tarde à espera de ver imagens na TVE internacional e só apareceram umas poucas por volta das 18 horas). Ao mesmo tempo há uma preocupação que me atormenta e que se prende com o facto de o espectador se ir habituando aos cenários de horror que vê diariamente. Uma guerra não sei onde? Vê-se umas fumaradas em planos cinzentos ou meio esverdiados e não vemos as caras nas novas guerras cirúrgicas. Não vemos a morte. Habituamo-nos. Não nos toca, não nos atinge, não nos tira o apetite. O espectador tem que estar formado para receber as imagens. O poder da imagem não faz tudo. Há que ser consciente, crítico, analista. Há que ver as consequências, ver o sangue, as lágrimas. Entender a dor não pode passar pelo simples acto de ver o noticiário. Há que fazer mais. 
Em que sociedade política é que isto é possível? Não sei. Mas, por certo, não é nesta democracia.

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24.5.11

A mulher passageira



ESTA MULHER QUE PROMETEU VIR
NÃO É A MULHER DO MEU DESEJO.
É ANTES A MULHER DO MEU TÉDIO...


ELA VIRÁ DENTRO DE UNS INSTANTES.
VAI BULIR EM TODAS AS COISAS,
VAI ANDAR POR ESTES TAPETES,
PERGUNTARÁ POR OUTRAS MULHERES.


RESPONDEREI A TUDO COM DOÇURA...
ENTRETANTO É A MULHER DO MEU TÉDIO.


E AO PARTIR, DISTRAÍDA E FATIGADA,
ESCOLHERÁ UM LIVRO NA ESTANTE
PERGUNTANDO: "- MEU AMOR, VALE A PENA?"


                                                                   Ribeiro Couto in Dia Longo


Este poema apareceu-me já por duas vezes de forma inesperada.
Tenho que pensar sobre isto.
...
Já acabei de pensar.
Pronto.

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20.5.11

Souvenir dos senhores polícias



Taxa de alcoolemia: 0.66 (ahahahah)
to drunk to fuck. vou dormir com a minha taxa. amanhã vejo se escrevi com erros. txauuuu

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isto e mais umas quantas coisas...

(a fotografia é minha)


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19.5.11

Lars Von Trier diz que compreende Hitler, e então?

Vá, agora pontapeiem-no e mandem-lhe pedras pelo excesso de liberdade de expressão. Os media são peritos nesta merda. A começar no realizador e acabar na imprensa... foda-se, não há pachorra para tanta hipocrisia junta.

Aqui, vejam lá.

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