O que mais me chateia com o facto de ter começado a trabalhar e não ter tempo para blogs (incluindo o meu), é não ter tempo de qualidade com A Mulher Certa... Mulherrrr!! I miss you!
Das respostas que não existem, surpreendem-me as imagens que num só momento cortam a respiração a arrepiar. É que isto de vermo-nos tem muito que se lhe diga.
E eu gosto que ele apareça lá. Nem sendo bem ele, muito de levezinho, está lá e dá-lhe a mão. A dizer-lhe que a cumplicidade existiu, existirá; a dizer-lhe que terá toda a paciência do mundo e que a verá a transformar-se. Que será maravilhoso. Que ela não tenha medo.
(...)
And in the end it's the difference of the spirit and the matter
It's the difference of the lover and the flyer
Don't it make you want to cry?
It is nothing less, nothing less between the worldly and the want so,
all this breathing and the truth in your last breath,
don't it make you want to cry?
So flyinf, flying, and the way like a leaf grown, flying, cos the truth is in the soul we grow, flying, if flying, flying, and they wear you like leaf crown, flying, cos your truth is in the soul we grow. Flying.
Enganem-se os corpos que voam sem saber porque partem. Enganem-se os corpos manchados que confiam na sorte da morte. Enganem-se se haverá paz numa morte temporária.
A tua paz da minha paz, nem pelos teus cortes enterrados te mente.
O querido Pedro desafiou-me para responder a um questionário sobre livros, frases, êxtases literários e outras quantas coisas relacionadas com livros. Eu, infelizmente, admito alguma preguiça em responder, ainda para mais nesta altura de andanças intercontinentais que colocam a minha estante bastante longe. De todas as formas, e achando que o mais interessante é captar alguma essência daquilo que a literatura nos deixa marcado na pele, quero partilhar-vos um acontecimento inesperado que tive o ano passado ao ler "As Vinhas da Ira" do John Steinbeck. Pela primeira vez ao ler um livro, tive plena noção de ler um capítulo (o XIV) e achar que, até à data, nunca tinha lido nada tão maravilhoso. Eu não me deixo iludir; não se enganem... e ainda assim, proponho-vos um exercício de deleite. Disponibilizo o capítulo inteiro (sim, tive que o dissecar) para quem o quiser ler na íntegra. Basta mandar um mail (bolbotenue@gmail.com). Não se preocupem os envergonhados que não faço perguntas, nem peço justificações. Posso é ganhar cúmplices, e isso, é sempre bom.
"As causas escondiam-se bem no fundo e eram simples - as causas eram a fome, a barriga vazia, multiplicada milhões de vezes, fome na alma, fome de um pouco de prazer e de um pouco de tranquilidade, multiplicada milhões de vezes; músculos e cérebros que ansiavam por crescer, trabalhar, criar, multiplicados milhões de vezes. A última função clara e definida do homem – músculos que querem trabalhar, cérebros que querem criar para além das simples necessidades – isto é o homem. Construir um muro, construir uma casa, um dique, e pôr nesse muro, nessa casa, nesse dique algo do próprio homem, é retirar para o homem algo desse muro, dessa casa, desse dique. Obter músculos fortes à força de os mover, obter linhas e formas elegantes pela concepção. Porque o homem, ao contrário de qualquer coisa orgânica ou inorgânica do universo, cresce para além do seu trabalho, galga os degraus das suas próprias ideias, emerge acima das próprias realizações."
Excerto de As Vinhas da Ira deJohn Steinbeck.
A fotografia é conhecida e repetida aqui no blog. Mas como é minha e são os meus livros, acuso-me satisfeita com a reincidência.
E prometo-vos falar-vos de 'foder', do filme Angèle et Tonyaqui no blog. Porque a revista onde escrevo não me permite alguns devaneios... o que até se entende nas instituições com sérias responsabilidades linguístico-jornalísticas (termo, suponho, inventado agora mesmo e cujas autoridades da linguística não aprovarão... but who cares about them, anyway?).
Aqui no blog mando eu e é o regabofe!
Fotograma do filme Angèle et Tony de Alix Delaporte, 2010.
Primeiro apanhei-os numa desculpa esfarrapada porque falavam nas minhas costas e aí obtive a primeira resposta: "São os teus olhos. Estávamos só a dizer que deves andar cansada..."; respondi-lhes que não. Depois foi ela, directamente: "Estás triste?". Fiquei chateada. Decidi então que tinha que perguntar-lhe a Ela. Disse-me de tiro: "Desculpa lá Annie, mas só tu é que ainda não percebeste que andas triste há semanas a fio, foda-se!"
Escrevi um bocadinho sobre o Masculino Feminino na Magnética Magazine deste mês. Para quem quiser meter um olho e admirar-me ao lado do Godard (eu tipo Emplastro ao lado do Godard, entenda-se).
(Para acederem ao texto na íntegra, basta irem ao final da página da Magnética e clicarem no menu 'Cinema'. O texto está lá à vossa espera.)
No portal das finanças oferecem-me um leque de questões de segurança caso perca a minha password que eu, honestamente, não sei nem consigo responder. Oh, porque é que é tudo tão complicado? *Oh, Drama*